domingo, 10 de julho de 2011

TERRÁRIO

COMO FAZER UM TERRÁRIO


Fazer um terrário é uma experiência curiosa e divertida, capaz de reproduzir os fenômenos observados na natureza.

Também permite acompanhar de perto o comportamento de algumas espécies animais e o desenvolvimento dos vegetais.


Que recipiente usar?

Para fazer um terrário, você pode usar qualquer recipiente transparente: um aquário ou mesmo um garrafão de vidro ou de plástico com 20 cm de largura já está de bom tamanho. Antes de tudo, você deverá prepará-lo para receber suas espécies de fauna e flora. Proceda da seguinte forma:



• Lave-o com água e sabão para eliminar os resíduos.

• Desinfete-o bem com álcool. Assim, depois que o terrário estiver montado, não nascerão fungos ou bactérias que possam alterar o equilíbrio do ambiente interno.


Cuidados em relação ao solo:

Depois que o recipiente estiver bem limpo e seco, siga as instruções:

• Coloque no fundo do recipiente a camada de terra e cubra-a com areia.

• Para evitar que o terrário exale um mau cheiro, cubra a camada de areia com cerca de 2 cm de carvão vegetal triturado.

• Não se esqueça de colocar terra vegetal: é a camada mais importante do terrário. Ela deve ter mais ou menos 4 cm de profundidade e ser recoberta, finalmente, com uma camada fina de pó de xaxim.


Que plantas escolher?



Você pode colocar no seu terrário pequenas plantas e musgos variados. O importante é manter-se atento para que não lhes falte água e luz em quantidade suficiente.Escolha mudinhas de suas plantas prediletas, dando preferência àquelas que apreciam solo úmido e temperatura constante – pequenas samambaias, heras, musgos, avencas. Preste atenção para não quebrar as raízes na hora de plantá-las.


DICA: Pequenas folhas são indicadas: têm boa resistência e podem crescer bem.

CUIDADO: Não coloque no terrário espécies que não gostam de água, como cactos, ou plantas com raízes muito grandes.


Cada planta tem sua preferência por um tipo de solo. Assim, se você plantar uma espécie vegetal num solo que não lhe agrada, ela certamente morrerá. Essa é a primeira lição que a natureza nos dá.

CUIDADOS BÁSICOS

Para que os bichinhos e as plantas do seu terrário vivam por bastante tempo, você tem de se manter atento. Observe, por exemplo, se as espécies vegetais não estão amarelando ou murchando e se os animais permanecem em atividade.

Achar o ponto de equilíbrio entre o ambiente e os seres vivos: isto é uma lição de Ciência!
ECOSSISTEMA NATURAL

Um terrário nada mais é do que um ecossistema natural em escala reduzida. Para preservá-lo, o grande desafio consiste em distribuir no interior desse miniviveiro plantas e animais na exata proporção de seu tamanho e impacto ambiental – isto é, encontrar o ponto de equilíbrio ecológico entre os fenômenos de evaporação, condensação, impermeabilização de materiais, camadas do solo, necessidades dos vegetais e fotossíntese.
Se uma espécie vegetal começar a murchar, é sinal de que não está se adaptando a esse microssistema. O mesmo acontece com os insetos que permanecem imóveis.

Se você sentir que algo está errado no terrário, não hesite em abri-lo e devolver as espécies para o lugar de onde você as tirou. Assim, talvez elas tenham uma chance de sobreviver.


VAI CHOVER DENTRO DO TERRÁRIO

Mesmo antes de povoar o terrário com pequenos insetos, você poderá observar fenômenos interessantes. Se ficar lacrado, por exemplo, vai constatar a formação de um ciclo de chuvas. A água que penetrou nas plantas pelas raízes vai evaporar-se e formar gotículas sobre as folhas.A atmosfera criada no terrário fechado não vai conseguir absorver todo o vapor, que se acumulará nas paredes do recipiente. Quando a umidade chegar ao ponto de saturação... vai chover no terrário! A água voltará ao solo e o ciclo recomeçará.

BONECOS DE ALPISTE




Através do lúdico os alunos podem observar o crescimento das plantas. Os bonecos ainda auxiliam no estudo dos seres com vida e sem vida. Feitos de meia calça contém terra e sementes de alpiste dentro. Por fora, os bonecos podem ser enfeitados e caracterizados com olhos, nariz, boca e orelhas criando fisionomias diferentes.As crianças podem acompanhar o crescimento das sementes de alpiste brotando e formando o cabelo do boneco molhando-os diariamente. Assim, percebem a importância da água na vida das plantas, sem água não há vida!
Material Necessário:
·         Meia calça usada;
·         Serragem;
·         Alpiste ou painço;
·         Material de sua preferência para olhos, boca e nariz. ( botões e lã,cola plástica colorida, );
·         Garrafas Pet para a base.
Como fazer:
·         Corte uma perna da meia calça;
·         Coloque o alpiste ou painço;
·         Complete com serragem;
·         Dê um nó e corte o restante da meia;
·         Faça a modelagem em forma de bola;
·         Monte o boneco;
·         Molhe a cabeça do boneco, em alguns dias o alpiste começa a nascer dando origem aos cabelos;
·         Use sua imaginação, criando diferentes tipos de bocas, olhos e detalhes;
·         Corte o fundo de uma garrafa pet para fazer a base do boneco - assim, ele ficará em pé e ainda evita de molhar ao redor já que a água ali se concentra.É bom deixar água limpa no fundo da base. Todos os dias lave a base e troque a água.

SER PROFESSOR

 

"Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou... Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original... Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender... Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado. Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo". Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés..."

terça-feira, 21 de junho de 2011

MARIA VAI-COM-AS-OUTRAS


Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou:
“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!

E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.
Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.
Sylvia Orlof


Sylvia Orthof nasceu em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, em 1932, e faleceu em 1997. Ao longo de sua vida, publicou cerca de 120 livros para crianças, desde a estréia, em 1981, com Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro. Recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura Infantil pelo livro A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda, em 1983, e o Prêmio Ofélia Fontes, pela coleção Assim é se lhe parece, junto com Angela Carneiro e Lia Neiva, em 1995, entre outros.


O PRÍNCIPE DESENCANTADO


O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar    - Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
    - Sim, minha querida princesa.
    - Então nós temos que nos casar já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
    - É... minha querida princesa.
    - Você tem um castelo, é claro.                                                  
    - Tenho... princesa.
    - E quantos quartos têm o seu castelo, posso saber?
    - Trinta e seis.
    - Só? Pequeno hein! Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar... Umas quarenta eu acho que dá!
    - Tantas assim?
    - Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando não é?
    - Mas quarenta amas!
    - Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal, passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e... E... Jóia é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
     - Mas eu não sou o rei das Arábicas sou apenas um príncipe...
     - Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
     Tanto a princesa falou, que o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e beijado. Então, teve uma idéia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte. A princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para o outro lado.
Flávio de Souza. Príncipes e princesas, sapos e lagartos.
São Paulo, FTD, 1993.